Aquela garota olhou-se para o espelho mais um vez. Com uma dor nos olhos e no coração, se é que entre os pedaços do que restou, ela ainda conseguia sentir alguma coisa. Olhou-se como quem diz para não se enganar, como quem fala com o que não existe. Como se ela fosse somente uma miragem. Doía como se nunca. Algo dentro dela era mais do que tristeza, era simplesmente um poço, de águas escuras exatamente abaixo de sua mente, a qual ainda conseguia respirar por pura sorte. Plantas lutavam para se submergir no poço, mas percebiam que o solo era de concreto, nada fértil. Ela tinha planos na cabeça mas estava no fundo do poço, lutando para concretizá-los. Completamente sozinha, ela gritava.
domingo, 17 de julho de 2011
domingo, 10 de julho de 2011
Olhei para as estruturas abaladas daquele prédio hoje. Encontrei um pedaço meu nele. E em todos os outros prédios pelos quais eu passava e apreciava da janela do carro. Do mesmo jeito me vi. Com uma base boa, que me sustenta sem deixar de forma alguma, em absolutamente nenhum momento, que eu caia de lado ou desapegue-me do concreto que firme aos tijolos suporta minhas crises quando vem a forte chuva, com as cores ao manchar. Rachaduras em algumas paredes representavam a fragilidade com orgulho. Perdido no meio de alguns andares, meu prédio tinha ainda assim um compartimento amplo para salvar os arquivos de todas as pessoas que entraram e saíram dele. Subiram ou desceram de nível, pegando os elevadores. De alguma forma, aquele prédio tinha pastas para tudo. Tinha uma cor diferente de todas, era simplesmente o mais bonito. E por dentro, era excepcionalmente lindo e encantador. Tinha recepcionistas que mudavam de acordo com o dia, tanto a aparência, como a personalidade. E tinha secretários que por vez limpavam a faixada, e enxugavam a água salgada das chuvas.
Novamente aqui estou eu. Relembrando de tempos em que o coração quebrado em mil pedaços anseia em esquecer, anseia em pedir para não machucar. Mesmo assim, minha mente em confronto direto com as minhas lágrimas intermináveis, de olhos necessitados de atenção, de alma necessitada de coração, está pedindo socorro. Passos cautelosos andam pela minha alma, procurando por vestígios sobre o que aconteceu na última parada. Fico em confronto confuso e perturbante com a mente sempre lúcida e o coração sempre bobo. Tola eu.
terça-feira, 19 de abril de 2011
Já tive a idade ter dizer, que pelo ao menos gostaria de ser princesa quando crescesse. Já tive pelo ao menos a felicidade de dizer que o lugar mais perfeito para se morar era um castelo. E também já tive momentos para dizer que, os melhores amigos do mundo, seriam aqueles do meu mundo, aquelas fadinhas e outras princesas de outros e distantes reinos. E eu diria hoje que nenhum desses planos servem mais para mim. Que hoje eu quero ser algo real na vida, quero morar onde eu mais tenho prazer de morar, com minha família, em minha casa, e fico feliz em dizer que hoje quem me faz feliz são meus amigos, meus amigos reais. E não importa mais os meus sonhos abomináveis, agora o que importa são sonhos que me deixem com o pé no chão, e com ao menos uma capacidade de flutuar.
Política?!
Oi? Quem é você aí que está na minha televisão? Dizendo coisas das quais não sei por que insisto em não acreditar. Dizendo tantas bobagens como ajeitar nossas ruas, e realizar a coleta seletiva. E eu? Nem tenho como tirá-los de lá. Eles dizem tantas coisas, ...tantas que chegam a me estressar. O primeiro erro não é como muitos pensam que todos cometem: infrações. Eles deixam o futuro sem escola. Vocês, que assistem e se deixam levar a tudo por serem comprados, não façam isso. Porque nós aqui podemos ser novos, mais queremos que daqui a mais quatro anos, não estejamos na mesma situação, com o mesmo governo manjado e medíocre de sempre. Mudem, é só o que pedimos
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